Em um ato de protesto simbólico, auditores e auditoras fiscais tributários de Sergipe vão realizar, na próxima segunda-feira (7), uma manifestação na sede da Secretaria Estadual da Fazenda (Sefaz) para denunciar o que classificam como “dois anos de calote” por parte do governo Mitidieri. A categoria decidiu intensificar a campanha “Fisco Exige Respeito”, com o objetivo de pressionar o Executivo a valorizar o trabalho dos auditores e auditoras.
A categoria cobra, entre outros pontos, o cumprimento do acordo firmado em 2023, que previa a implementação de um bônus vinculado ao aumento real da arrecadação, em substituição ao Fundo de Incentivo à Arrecadação Tributária Estadual (Finate).
Redução salarial
Segundo o presidente do Sindifisco/SE, José Antônio dos Santos, o benefício foi aprovado pela Assembleia Legislativa no início de 2023, resultando numa redução salarial para cerca de 120 auditores e auditoras. “Há dois anos, negociamos essa gratificação vinculada à arrecadação de multas, em troca de um bônus vinculado ao aumento real de arrecadação. No entanto, o governo Mitidieri não cumpriu o que foi pactuado”, denuncia o líder sindical.
José Antônio afirma que a indignação da categoria se intensifica diante dos números recordes de arrecadação estadual, impulsionados pelo trabalho dos auditores. “A própria secretária da Fazenda, Sarah Tarsila Andreozzi, apresentou na Assembleia dados que comprovam o crescimento de 20,8% na receita corrente em 2024, o segundo maior do Brasil. Será que o governo acha que são fantasmas ou o acaso que faz com que a arrecadação cresça?”, questiona o sindicalista.
O presidente do Sindifisco também denuncia a falta de diálogo com o governo. “Não há canal de negociação. A secretária da Fazenda alega não ter competência para tratar de questões salariais e remete o assunto à secretária de Administração, Lucivanda Nunes, que se nega a nos receber há 44 dias, alegando falta de autorização do governador Fábio Mitidieri (PSD). O governador também recebeu um pedido de audiência há 44 dias e até hoje não respondeu”, relata.
Fonte e foto: Ascom/Sindifisco